• 27 de fevereiro de 2020

Milagre da liquefação do sangue de São Gennaro se repete em Nápoles

Às 10h37, da segunda-feira, 16 de dezembro, fiéis reunidos na capela do tesouro da Catedral de Nápoles puderam presenciar a repetição do milagre da liquefação do sangue de São Gennaro, padroeiro da cidade italiana.

Giovanni Pignatelli, um dos membros da Comissão da Capela do Tesouro de São Gennaro, anunciou a repetição do milagre através de um tradicional costume: a agitação de um lenço branco. A liturgia foi presidida pelo abade da capela, Dom Vincenzo De Gregorio.

O milagre da liquefação

A liquefação do sangue de São Gennaro ocorre três vezes por ano: no sábado anterior ao primeiro domingo de maio, por ocasião do translado dos restos mortais do santo a Nápoles; em 19 de setembro, data de sua festa litúrgica; e 16 de dezembro, aniversário da intercessão de São Gennaro para evitar os efeitos da erupção do vulcão Vesúvio no ano 1631.

O processo nem sempre acontece da mesma forma: às vezes demora várias horas, ou mesmo dias, ao se liquefazer. Em outras ocasiões, como em 2018, o milagre ocorre antes da celebração litúrgica e, em outros episódios, por motivos desconhecidos, o sangue não se liquefaz.

Nápoles e o sangue de San Gennaro

O fenômeno da liquefação do sangue de San Gennaro tem um estreito vínculo com a história de Nápoles e vários acontecimentos catastróficos dos quais foi prevenida a cidade. A partir do século XVI se faz referência ao milagre do sangue líquido e ao santo, a quem foi atribuído ter protegido Nápoles das guerras, pestes e catástrofes naturais como a erupção do vulcão Vesúvio.

Muitos napolitanos têm a crença que se o sangue de San Gennaro não se tornar líquido para suas festividades, é sinal de que alguma tragédia cairá sobre a cidade. Pelo menos assim ficou consignado na história em 1980 quando o milagre não ocorreu e nesse ano um terremoto afetou o sul de Nápoles, deixando mais de dois mil mortos.

Pesquisas científicas realizadas sobre o sangue falam do caráter sobrenatural do fenômeno da liquefação. De todas elas, chama a atenção o fato de que o sangue, em seu estado sólido, não ocupa sempre o mesmo volume da ampola que a contêm. Em ocasiões chega a ocupar, inclusive, todo o recipiente. (EPC)

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Marcley Matos

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